terça-feira, 6 de janeiro de 2009

it depends on how much they pay you

percebo, vou criar uma explosão
se parar, não causo, eu sei
pra quê explodir? vai se ferir
que venham elas, e o (des)entendimento que as prosseguem

raios que insistem em querer intervir
deixo entrar, esqueço - me
barriga, tremor, lágrima pânico
seguida da ânsia quando passa a crise; relaxar

deixar de ir pro rio para dançar
deixar de dançar para ir pro rio
não deixar, dançar
no desespero da pressão, rio

rio pro rio
o quanto importa a opinião alheia?
deixa eu ser feliz porque se está no mundo para isso!
deixe a chuva levar o inferno que deságua no rio, em janeiro.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

as histórias de amor existem para que as pessoas nunca desistam de buscar uma saída

vamos viver só de amor
passar a tarde acariciando os cílios
sorrindo que nem bobo olhando para o nada
ver a chuva cair, pensando no que sente

quanta magia, encanto, luz
que só crescem (como pode?)
os olhos brilham cada vez mais
o peito inflando, as mãos corriqueiras

a (in)segurança em ter uma realidade melhor que o mais alto sonho
a certeza de não duvidar, o eterno
toda a sedução que hoje soa vil junto às mutualidades
tantas bocas vivendo

o mundo inteiro cantando no tom da leveza
as cores dançando em minhas noites de paixão e manhãs em paz
o físico aquecendo a ansiedade
o etéreo, se desdobrando em faíscas de água

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

each end can be the start of a new beginning

nostalgia carente partida de final triste
ninguém entende quando eu digo que nunca me recupero totalmente de uma relação
cada qual tem seu conjunto único de detalhes encantantes
que sempre vão doer ao serem revistos por algum devaneio

desejo antagônico
quero ainda falar e falar
mas não sou ouvida por vc, nunca serei
vc não tem ouvidos, tem escudos


sou uma coisa diferente, a cada hora
tenho o universo inteiro dentro de mim
passo
da paz, para a dor, para a raiva, para a angústia, para a saudade,
para o aconchego, para a euforia em uma hora, o tempo todo.


não sei quem sou.
escrevo desde meus 12 anos,
mas quero fazer cinema
tenho um talento nato para música, apesar de nunca ter estudado


os dois empregos que já tive na vida
duraram menos de três meses por eu estar sempre devaneante,
alheia em meu mundo
às vezes com surtos de expressão e exposição


fiz 5 anos de UnB passando por mais de 5 cursos e não me formei

sinto vontade de me drogar e logo depois, desisto
e quero de novo


de manhã me sinto sonolenta
de tarde entediada
de noite em pânico
de madrugada pilhada


tenho compulsão por seduzir toda e qualquer pessoa que cruza meu caminho
não importando ser homem, mulher, criança, velho, família, amigo
eu gostando ou não
é uma necessidade de conquista


não consigo ter uma relação estável com absolutamente ninguém
sempre acho que estou sendo rejeitada e me entristeço
fico puta com esse delírio e acabo brigando
feio.

me cortei por dois anos
agora parei
mas ainda tenho surtos de desespero
que só passam quando sangro



eu vivo num eterno dilema entre todas as sensações possíveis de se sentir.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

the heart is the body's strong muscle and the brain has more cells than the the galaxy has stars

e aí mora o perigo
o coração é mais forte que a mente, que mente
a cabeça tem infinitas possibilidades de criação
e acaba por ferir, do maior ao menor grão

o meu, anda relaxado
se aperta demais para depois se afrouxar e quase parar de sentir
muita paixão e ódio em minhas noites de vida
entorpecentes naturais para dar descanso ao corpo na ilusão do nada

não ando pelo mundo agora
presa em meu quarto, dentro do inferno gritando do outro lado da porta
espero de mim, sem condições, a força que se perde
deixo aos outros frustrações insípidas a cruéis expectativas

lutando em minha própria escuridão
desta vez, acompanhada da mais linda e viva luz
que me acolhe, conforta, vibra e adormece
e ama muito, cada vez mais perto, pedaço de mim

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

somos crianças loucas esperando a vida começar

se meus dias fossem todos ao seu lado
se meu riso acontecesse junto ao seu
e meu choro feliz pudesse brilhar só a te olhar
o pulso em chamas, descansaria

acaso nunca é apenas, acaso
o que parece ser o fim, acaba apontando para um novo olhar
uma nova vida, paixão e (re)nascimento
confusão das grandes que me deixou mais tranqüila do que nunca

por vc não há o que eu não faça
e eu que achava estar acima de qualquer outro
que queria tudo ao mesmo tempo agora
eu que era outrora, uma menina solta no mundo

há em mim a presença de realização
e junto a isso, o medo de (me) acabar
há os dias abafados em plena seca
a falta da falta de sentir falta porque estou plena


sexta-feira, 12 de setembro de 2008

what a beautiful morning!

tantos lugares (e não) visitados
quero o pão, o cristo e a copa
tenho no centro, a lua que cresce no céu
o sol, o mar e os malandros de ipanema

ah... os malandros de toda a cidade
os hippies e músicos me amolecendo
o encontrar, a cada caminho pisado
o beijo de amor guardado por quatro anos

sonho do rio, da praia, da fusão terra/água
as ondas trazendo paz, levando o detento
hora eternizada e curtida do mais profundo estar
a pura magia, o ser se transmutando em meditação

noite que não quer morrer
cheia de beleza e vida desconhecidas
o perpétuo sentido de ser aqui
o dia nunca aconteceu tão triste, voltar


*reencontro com o mar às 11hs do dia 10/09/08

terça-feira, 9 de setembro de 2008

never say never to me

ele vai ser sempre lindo, ainda que com chuva
em cada canto, um acontecimento diferente
homens-sombra, canetas com calendário e tabuada no ônibus, aspirantes a fotógrafos
muito samba e turistas, claro

a mais iluminhada e colorida loja de doces
mais mágica ainda que a de hogwarts e ainda com caixas-surpresa
a sensação é a de voltar ao império, onde tudo era cuidadosamente construído
e as pessoas costumavam se rebelar

ar novo que limpa tudo, vindo soprado do mar
cheio de pedras e verde, branco e umas faíscas amarelas refletindo
penetra meus poros e narinas, levando o peso embora
energia rica e única, de uma cidade de torpor e movimento

sim, falta o fogo que sobra da minha terra
sobra a luz que preciso onde vivo
vida, vida, vida, vida que quase sufoca
até fazer o peito flutuar e pairar de novo, como as gaivotas que vejo ao despertar


*se eu pudesse, por um dia, esse amor, essa alegria
acordar e olhar para o pão, o mar e a baía
eternamente viva, seria